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Trabalho brasileiro
na China mostra a importância da Gestão
de Manutenção para se alcançar
a sustentabilidade “MCS:
Manutenção Centrada na Sustentabilidade
– Uma abordagem inovadora e estratégia
para a Gestão de Manutenção”.
Este é um dos trabalhos técnicos
brasileiros que será apresentado
no 4º Congresso Mundial de Manutenção
que acontece de 24 a 26 deste mês
em Haikou, na China – o evento internacional
tem como um dos membros do comitê
executivo a Associação Brasileira
e Manutenção (Abraman). De
autoria de Rogério Arcuri Filho (Eletronuclear),
o tema é tratado dentro da perspectiva
atualíssima que sustentabilidade
e competitividade são ações
que não podem mais ser tratadas como
antagônicas.
“A atitude empresarial relativa ao
desenvolvimento sustentável começa
a se posicionar de maneira mais pró-ativa.
Em muitas indústrias, a responsabilidade
sócio-ambiental já figura
como parte integrante de suas estruturas,
tornando-se cada vez mais claro que as organizações
que incorporam tais considerações
às suas rotinas operacionais são,
na maioria dos casos, mais lucrativas do
que as menos sustentáveis”,
ressalta o autor.
Neste contexto, Arcuri insere a questão
na moderna definição de Manutenção
estabelecida por dois especialistas, os
também brasileiros Alan Kardec e
Julio Nascif, a partir do livro de ambos
“Manutenção: Função
Estratégica”, que citam: “garantir
a disponibilidade da função
dos equipamentos e instalações
de modo a atender a um processo de produção
e à preservação do
meio ambiente, com confiabilidade, segurança
e custos adequados”.
Arcuri destaca ainda a importância
estratégico-institucional da Manutenção
para todos os setores produtivos atuais,
já que a atividade também
está sendo chamada a ocupar papel-chave
nas iniciativas que visem a garantia da
sustentabilidade das organizações.
“Cabe à Manutenção
também propor soluções
e indicar caminhos que possam contribuir
para responder a tão grandes problemas
e desafios, os quais passarão, necessariamente,
pela criação de modelos para
sua gestão que se integrem, de maneira
sistêmica, abrangente e consistente,
num eventual paralelo com a Medicina - que
pode ser enfocada, por definição
e sem conotações pretensiosas,
como a ‘Manutenção do
Ser Humano’ - aos sistemas e preceitos
corporativos já desenvolvidos para
as áreas de Qualidade, Segurança
e Saúde Ocupacional, Meio Ambiente
e Responsabilidade Social”. |