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 Ano II • nº 036 • 18 de novembro de 2008                                                      Informativo quinzenal

CONGRESSO DE MANUTENÇÃO NA CHINA

Visão inovadora - "Manutenção do Ser Humano"

Trabalho brasileiro na China mostra a importância da Gestão de Manutenção para se alcançar a sustentabilidade

“MCS: Manutenção Centrada na Sustentabilidade – Uma abordagem inovadora e estratégia para a Gestão de Manutenção”. Este é um dos trabalhos técnicos brasileiros que será apresentado no 4º Congresso Mundial de Manutenção que acontece de 24 a 26 deste mês em Haikou, na China – o evento internacional tem como um dos membros do comitê executivo a Associação Brasileira e Manutenção (Abraman). De autoria de Rogério Arcuri Filho (Eletronuclear), o tema é tratado dentro da perspectiva atualíssima que sustentabilidade e competitividade são ações que não podem mais ser tratadas como antagônicas.

“A atitude empresarial relativa ao desenvolvimento sustentável começa a se posicionar de maneira mais pró-ativa. Em muitas indústrias, a responsabilidade sócio-ambiental já figura como parte integrante de suas estruturas, tornando-se cada vez mais claro que as organizações que incorporam tais considerações às suas rotinas operacionais são, na maioria dos casos, mais lucrativas do que as menos sustentáveis”, ressalta o autor.

Neste contexto, Arcuri insere a questão na moderna definição de Manutenção estabelecida por dois especialistas, os também brasileiros Alan Kardec e Julio Nascif, a partir do livro de ambos “Manutenção: Função Estratégica”, que citam: “garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender a um processo de produção e à preservação do meio ambiente, com confiabilidade, segurança e custos adequados”.

Arcuri destaca ainda a importância estratégico-institucional da Manutenção para todos os setores produtivos atuais, já que a atividade também está sendo chamada a ocupar papel-chave nas iniciativas que visem a garantia da sustentabilidade das organizações.

“Cabe à Manutenção também propor soluções e indicar caminhos que possam contribuir para responder a tão grandes problemas e desafios, os quais passarão, necessariamente, pela criação de modelos para sua gestão que se integrem, de maneira sistêmica, abrangente e consistente, num eventual paralelo com a Medicina - que pode ser enfocada, por definição e sem conotações pretensiosas, como a ‘Manutenção do Ser Humano’ - aos sistemas e preceitos corporativos já desenvolvidos para as áreas de Qualidade, Segurança e Saúde Ocupacional, Meio Ambiente e Responsabilidade Social”.