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Principal
pólo petroquímico do país
faz parada geral de Manutenção
por 45 dias, que se soma a obras de ampliação.
Após a realização
este ano de duas grandes paradas de Manutenção,
que teve início em março com
a central de matérias-primas gaúcha
seguida (maio) da executada em Camaçari
(BA), uma nova mega parada petroquímica
está programada para acontecer agora
no segundo semestre: de 22 de agosto a 6
de outubro, no Pólo Petroquímico
do Grande ABC (SP). Além de serviços
de Manutenção, a parada geral
servirá para consolidar a ampliação
de capacidade produtiva de diferentes unidades
do pólo. Na até então
conhecida Petroquímica União,
uma das empresas que compõe a recém
criada companhia Quattor, estão sendo
alocados investimentos totais da ordem de
R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 1,250
milhão destinam-se à ampliação
e R$ 250 milhões à parada.
Esta
é considerada uma das mais complexas
paradas da história das indústrias
petroquímicas do Pólo do Grande
ABC, por juntar ações simultâneas
relacionadas à parada geral para
Manutenção e ampliação.
A Quattor - Unidade Químicos Básicos
ABC (ex-Petroquímica União)
vai inaugurar nova unidade produtiva e,
na parada, vai integrá-la ao restante
da planta. O mesmo ocorrerá com as
empresas Quattor - Unidade Polietileno ABC
(ex-Polietilenos União), Solvay Indupa,
Oxiteno, Quattor - Unidade Químicos
Básicos ABC (ex-Unipar Divisão
Química), Cabot e Quattor - Unidade
Polipropileno ABC (ex-Nova Petroquímica).
Para possibilitar a execução
de todos os trabalhos previstos durante
os 45 dias de parada, cerca de 10 mil trabalhadores
adicionais de empresas terceirizadas, entre
soldadores, mecânicos, eletricistas
e outras especialidades, se juntarão
aos 5 mil colaboradores já existentes,
além de veículos, caminhões
e máquinas pesadas.
Expansão
- Na Quattor - Unidade Químicos
Básicos ABC (ex-PQU), um novo forno
de gás de refinaria vai aumentar
a produção de eteno (matéria-prima
para produção de resinas plásticas
e outros insumos petroquímicos),
que passará de 500 mil para 700 mil
toneladas/ano. A obra envolve a construção
de duto de 97 km, com capacidade para transportar
até 1 milhão de m³ de
gás por dia das refinarias da Petrobras
em São José dos Campos e Mauá
para a central de matérias-primas.
A expansão da central ampliará
o fornecimento de matéria-prima para
as empresas de segunda geração,
como a Quattor - Unidade Polietileno ABC,
Solvay Indupa, Oxiteno, Quattor - Unidade
Químicos Básicos ABC e a Quattor
- Unidade Polipropileno ABC. A partir do
gás de refinaria, mistura produzida
durante a cadeia de refino de petróleo,
a Quattor - Unidade Polietileno ABC ampliará
sua linha de produtos e mais que duplicará
sua produção atual de 170
mil toneladas/ano de polietileno, com investimentos
de US$ 140 milhões.
Já a planta de Cumeno da Quattor
- Unidade Químicos Básicos
ABC vai concluir a utilização
da rota de produção via catalisador
de zeólito, que substituirá
o atual catalisador SPA. O projeto vai aumentar
a produção de cumeno de 210
mil para 310 mil toneladas/ano – o
investimento é de R$ 100 milhões.
Para ampliar a capacidade produtiva e modernizar
as unidades de PVC e soda cáustica,
a Solvay Indupa investe o equivalente a
US$ 150 milhões. Estes investimentos
têm ainda o objetivo de acompanhar
a evolução do mercado sul-americano,
especialmente do Mercosul, com a expansão
do mix de produtos.
Já a Oxiteno terá ampliada
sua capacidade de produção
de isetionato de sódio (matéria-prima
para produção de sabonete
com propriedade hidratante) e produtos etoxilados
para produção de detergentes,
cosméticos e outros. Os investimentos
são da ordem de US$ 90 milhões
na obra de ampliação da unidade
de óxido de eteno, que passará
a produzir 112 mil toneladas anuais.
Outra empresa que vai aumentar a produção
é a Quattor - Unidade Polipropileno
ABC. Com investimento de US$ 42 milhões,
a capacidade de produção de
polipropileno passará de 360 mil
para 450 mil toneladas anuais.
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