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 Ano II • nº 029 • 31 de julho de 2008                                                                 Informativo quinzenal

Para manter a força

Principal pólo petroquímico do país faz parada geral de Manutenção por 45 dias, que se soma a obras de ampliação.

Após a realização este ano de duas grandes paradas de Manutenção, que teve início em março com a central de matérias-primas gaúcha seguida (maio) da executada em Camaçari (BA), uma nova mega parada petroquímica está programada para acontecer agora no segundo semestre: de 22 de agosto a 6 de outubro, no Pólo Petroquímico do Grande ABC (SP). Além de serviços de Manutenção, a parada geral servirá para consolidar a ampliação de capacidade produtiva de diferentes unidades do pólo. Na até então conhecida Petroquímica União, uma das empresas que compõe a recém criada companhia Quattor, estão sendo alocados investimentos totais da ordem de R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 1,250 milhão destinam-se à ampliação e R$ 250 milhões à parada.

Esta é considerada uma das mais complexas paradas da história das indústrias petroquímicas do Pólo do Grande ABC, por juntar ações simultâneas relacionadas à parada geral para Manutenção e ampliação. A Quattor - Unidade Químicos Básicos ABC (ex-Petroquímica União) vai inaugurar nova unidade produtiva e, na parada, vai integrá-la ao restante da planta. O mesmo ocorrerá com as empresas Quattor - Unidade Polietileno ABC (ex-Polietilenos União), Solvay Indupa, Oxiteno, Quattor - Unidade Químicos Básicos ABC (ex-Unipar Divisão Química), Cabot e Quattor - Unidade Polipropileno ABC (ex-Nova Petroquímica).

Para possibilitar a execução de todos os trabalhos previstos durante os 45 dias de parada, cerca de 10 mil trabalhadores adicionais de empresas terceirizadas, entre soldadores, mecânicos, eletricistas e outras especialidades, se juntarão aos 5 mil colaboradores já existentes, além de veículos, caminhões e máquinas pesadas.

Expansão - Na Quattor - Unidade Químicos Básicos ABC (ex-PQU), um novo forno de gás de refinaria vai aumentar a produção de eteno (matéria-prima para produção de resinas plásticas e outros insumos petroquímicos), que passará de 500 mil para 700 mil toneladas/ano. A obra envolve a construção de duto de 97 km, com capacidade para transportar até 1 milhão de m³ de gás por dia das refinarias da Petrobras em São José dos Campos e Mauá para a central de matérias-primas.

A expansão da central ampliará o fornecimento de matéria-prima para as empresas de segunda geração, como a Quattor - Unidade Polietileno ABC, Solvay Indupa, Oxiteno, Quattor - Unidade Químicos Básicos ABC e a Quattor - Unidade Polipropileno ABC. A partir do gás de refinaria, mistura produzida durante a cadeia de refino de petróleo, a Quattor - Unidade Polietileno ABC ampliará sua linha de produtos e mais que duplicará sua produção atual de 170 mil toneladas/ano de polietileno, com investimentos de US$ 140 milhões.

Já a planta de Cumeno da Quattor - Unidade Químicos Básicos ABC vai concluir a utilização da rota de produção via catalisador de zeólito, que substituirá o atual catalisador SPA. O projeto vai aumentar a produção de cumeno de 210 mil para 310 mil toneladas/ano – o investimento é de R$ 100 milhões.

Para ampliar a capacidade produtiva e modernizar as unidades de PVC e soda cáustica, a Solvay Indupa investe o equivalente a US$ 150 milhões. Estes investimentos têm ainda o objetivo de acompanhar a evolução do mercado sul-americano, especialmente do Mercosul, com a expansão do mix de produtos.

Já a Oxiteno terá ampliada sua capacidade de produção de isetionato de sódio (matéria-prima para produção de sabonete com propriedade hidratante) e produtos etoxilados para produção de detergentes, cosméticos e outros. Os investimentos são da ordem de US$ 90 milhões na obra de ampliação da unidade de óxido de eteno, que passará a produzir 112 mil toneladas anuais.

Outra empresa que vai aumentar a produção é a Quattor - Unidade Polipropileno ABC. Com investimento de US$ 42 milhões, a capacidade de produção de polipropileno passará de 360 mil para 450 mil toneladas anuais.